Cá entre nós
Nem toda presença paterna começa com um laço de sangue. Algumas começam com a escolha de estar.
Vamos Pacificar
Tema:
Família, Vínculos, Presença, Cuidado
Um olhar do Vamos Pacificar
Hoje é Dia dos Pais.
Para algumas pessoas, a palavra “pai” traz imediatamente um rosto, uma voz, uma lembrança boa. Para outras, traz saudade. Para algumas, ausência. Para outras, uma história que ainda dói.
E há também quem tenha encontrado a experiência do cuidado paterno em outros lugares.
No avô que esteve presente. No padrasto que escolheu ficar. No tio, no irmão mais velho, no padrinho, no amigo que virou referência. No pai afetivo que construiu um vínculo que não precisava de sobrenome em comum para ser verdadeiro.
Há mães que, por tantas circunstâncias da vida, ocuparam também esse lugar. Há famílias formadas de maneiras muito diferentes daquelas que costumávamos desenhar quando crianças.
Talvez por isso hoje seja também uma oportunidade para ampliar o significado da palavra pai.
Paternidade pode ter relação com origem, mas também pode ser construída em presença.
Está em quem ensina e permite aprender. Em quem orienta sem controlar. Em quem protege sem impedir que o outro cresça. Em quem reconhece quando erra. Em quem aparece quando é necessário. Em quem consegue dizer “estou aqui” e fazer com que essas duas palavras sejam verdadeiras.
Nem todo pai é de sangue.
Nem todo vínculo de sangue consegue ser presença.
E talvez algumas das relações mais importantes da nossa vida sejam justamente aquelas em que alguém escolheu ocupar um lugar de cuidado.
Hoje, no Dia dos Pais, o nosso abraço cabe em todas essas histórias.
Nas bonitas e nas difíceis.
Nas que continuam sendo escritas e nas que ficaram na memória.
Porque famílias são muitas.
E o amor que cuida também tem muitas formas.
Para refletir
Quando você pensa em alguém que exerceu uma presença paterna importante na sua vida, o que essa pessoa fez que permanece em você até hoje?
Talvez a resposta diga muito mais sobre paternidade do que qualquer definição.
Experimente hoje
Se essa pessoa ainda estiver por perto, diga a ela qual foi a diferença concreta que sua presença fez na sua vida.
Em vez de apenas “Feliz Dia dos Pais”, experimente completar:
“Tem uma coisa que aprendi com você e talvez nunca tenha te contado...”
Pode ser uma conversa que valha a pena guardar.
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